
Sendo assim, é correto afirmar que a estrutura da rede é afetada diretamente pelo seu conteúdo, tornando os dois elementos co-dependentes e, ainda, por estarem expostos à influência de outros usuários dessas mesmas redes, de certa forma, tornam-se multi-dependentes.
Dessa maneira, temos um conjunto de indivíduos produzindo conteúdo e impactando outros indivíduos (direta ou indiretamente), influenciando opiniões e criando movimentos em um mesmo sentido, uma vez que os interesses e objetivos são os mesmos, dando origem a grupos específicos de temática, linguagem e dinâmica próprias.
Esses grupos, organizados no ambiente virtual, são as centenas de redes sociais disponíveis para qualquer usuário com acesso à internet. Cada rede possui características próprias, que tendem a se tornar mais fortes caso haja maior engajamento dos membros. Essa organização sócio-virtual se concentra em espaços informais e vai de encontro aos valores e interesses mútuos. Se fosse preciso resumir todo universo das mídias sociais em uma palavra, seria “relacionamento”.
Para as empresas, o cerne da questão é conseguir fazer parte desses relacionamentos. E mais: criar um movimento e interação seguindo interesses corporativos, de acordo com um plano de comunicação maior. É por isso que as mídias sociais não devem ser pensadas isoladamente – elas são apenas um braço de um objetivo de comunicação mais amplo, que envolve outras mídias (de apoio, espontâneas, patrocinadas…). Dessa maneira, não é viável, do ponto de vista de branding, uma marca investir nas mídias sociais para atender a uma latente necessidade e exigência do mercado (que pode ser muito menor do que parece) enquanto outros pontos do seu plano de comunicação e gestão corporativa não estiverem resolvidos, como o atendimento de SAC, por exemplo.
O mesmo vale para indústrias ou segmentos que não atuam diretamente com o varejo. Nesses casos, cabe a pergunta: o público dessas empresas está preparado (se é que ele está presente no ambiente online) para participar dessas redes de relacionamento virtuais? Vale a ressalva: o público que a empresa se relaciona não é necessária e unicamente formado por seus clientes. As redes sociais são abertas e a marca deve se relacionar com todos seus stakeholders. E mais: ela deve estar preparada para isso.
Por fim, é possível afirmar que as mídias sociais não são uma modinha passageira, mas que vieram pra ficar. A tendência é que esses relacionamentos online ganhem cada vez mais espaço e sejam tratados com maior seriedade e menos euforia. Sua marca está disposta (e preparada) para participar desses diálogos?
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